Estrias: o que são, sintomas, causas e tratamentos

Alterações na pele se formam após rompimento de fibras de colágeno e elastina

A estrutura da pele está em constante transformação ao longo da vida. A estria é uma das possíveis manifestações que surgem por causa dessas mudanças estruturais, impactando tanto a estética quanto a autoestima de muitas pessoas.

Embora sejam bastante comuns, as estrias ainda geram muitas dúvidas, mitos e inseguranças. Por isso, compreendê-las é uma maneira fundamental de buscar uma abordagem de tratamento que realmente seja consciente e eficaz. Saiba mais no conteúdo a seguir.

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O que são estrias?

Chamamos de estria a cicatriz formada após o rompimento de fibras de colágeno e elastina, proteínas responsáveis por manter a firmeza, a sustentação e a elasticidade da pele. Elas podem surgir em qualquer área do corpo, mas são mais comuns no abdômen, nas coxas, nos glúteos, nos seios e nas costas.

O rompimento das fibras ocorre quando a pele se estica e se contrai de forma rápida, intensa ou abrupta, levando a um processo inflamatório que resulta na cicatrização. Durante o auge da inflamação, a estria pode apresentar uma coloração mais forte, o que é amenizado com o passar do tempo.

Apesar disso, as estrias não representam riscos à saúde geral da pessoa. Ainda assim, elas podem causar um impacto significativo para a estética e a autoestima do indivíduo, principalmente quando estão localizadas em áreas mais visíveis.

Causas das estrias

Como mencionado anteriormente, a estria é causada pela distensão constante da pele que leva ao rompimento das fibras dérmicas. Esse rompimento, por sua vez, é causado por situações como:

  • Crescimento acelerado, especialmente na adolescência, quando as mudanças corporais são mais rápidas e intensas;
  • Variações de peso;
  • Alterações hormonais;
  • Uso inadequado de corticosteroides ou outras substâncias que interferem na produção de colágeno;
  • Gravidez;
  • Predisposição genética.

Sintomas e aparência

Ainda que muitas vezes a estria seja associada apenas à aparência, ela pode apresentar alguns sintomas associados, especialmente em sua fase inicial. Sensações como coceira, ardor ou leve desconforto podem ser comuns quando o processo inflamatório do rompimento das fibras está ativo.

O aspecto é o de linhas alongadas, mas, como mencionado anteriormente, passa por estágios diferentes. No início, a coloração rosada, arroxeada ou avermelhada é mais intensa, mas se torna mais clara com o passar do tempo. Durante esse período, a estria também adquire uma aparência mais atrófica.

Tratamento e prevenção

O tratamento para estria deve ser individualizado e baseado em uma avaliação médica detalhada, que precisa levar em consideração fatores como a idade do paciente, o tipo de pele, o estágio da cicatrização e os possíveis fatores causadores do problema.

Após essa avaliação inicial, é possível estabelecer um protocolo de tratamento que pode envolver desde abordagens com tecnologias até o uso de medicamentos tópicos e tratamentos injetáveis para estimular a produção de colágeno e elastina, a renovação celular e a melhora da textura da pele.

Em geral, quando a estria ainda está em fase inicial, a resposta aos tratamentos costuma ser mais expressiva, o que reforça ainda mais a importância de um diagnóstico precoce.

É importante lembrar que as estrias nem sempre desaparecem completamente, mas um tratamento bem indicado é capaz de fazer com que elas se tornem praticamente imperceptíveis, além de renovar a pele e as fibras dérmicas para evitar o reaparecimento ou a piora das lesões.

Vale mencionar, também, que algumas ações podem ter papel fundamental na prevenção de novas estrias. Manter a pele hidratada, adotar hábitos de vida saudáveis e acompanhar as mudanças corporais, especialmente em fases como a puberdade, a menopausa e a gravidez, são ações essenciais que ajudam a reduzir o risco de formação de novas cicatrizes.

Ainda assim, é importante destacar que nem sempre é possível evitá-las completamente, especialmente quando sua formação está relacionada à predisposição genética.

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Perguntas frequentes

O que fazer para tirar estrias?

O primeiro passo para tratar a estria é buscar uma avaliação especializada por um profissional qualificado que indicará o tratamento mais adequado para cada tipo e fase da estria, e de acordo com as características individuais do paciente.

É possível a estria sumir?

As estrias não costumam desaparecer completamente, pois representam uma alteração estrutural da pele. No entanto, tratamentos adequados são capazes de suavizar sua aparência de forma significativa, tornando-as praticamente imperceptíveis.

É normal ter estrias com 14 anos?

É completamente normal ter estrias com 14 anos. Nessa fase, o corpo passa por uma verdadeira transformação, com crescimento acelerado e alterações estruturais que favorecem o surgimento desse tipo de cicatriz.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica